MadeTecnologia

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*Vinicius Gallafrio é CEO da MadeinWeb, empresa provedora de serviços TI e business consulting

Um dos principais impactos da pandemia no mundo corporativo foi a aceleração dos processos de digitalização. O incremento do e-commerce, as exigências pela redução de custos, redesenho do formato dos colaboradores trabalharem e as próprias limitações impostas pela redução da mobilidade levaram grande parte das empresas a adiantar seus planos de digitalização ou, se ainda não pensavam nessa possibilidade, decidiram seguir por esse caminho inexorável para manter seus negócios funcionando.

Neste cenário evoluiu a relevância da Inteligência Artificial como ferramenta absolutamente essencial para o sucesso e o crescimento das empresas no mundo pós-pandêmico. Estudos e pesquisas comprovam essa tendência. Levantamento da PwC, por exemplo, aponta que 52% das empresas aceleraram seus planos de adoção de IA por causa da crise gerada a partir do impacto do Covid. Destes, é quase unanimidade o posicionamento de que “a IA está se tornando uma “tecnologia mainstream” em sua empresa em 2021”, como informa artigo da Harvard Business Review de setembro de 2021 (“AI adoption skyrocketed over the last 18 months”, por Joe McKendrick).  

A dilatação do uso da Inteligência Artificial no panorama da pandemia é compreensível. A grave crise sanitária global, a maior em um século depois da Gripe Espanhola, alimentou múltiplas incertezas quanto aos rumos da economia. Com vendas e compras despencando no mundo todo, a desarticulação das cadeias produtivas e os orçamentos de empresas, governos e cidadãos em geral sofrendo duros baques, entre outros fatores, tornou-se vital para as corporações acertar ao máximo em suas decisões com relação a todos os níveis de operação, nos âmbitos interno e externo. 

Assim a utilização da Inteligência Artificial aplicada a negócios se consolidou como um imperativo para a eliminação de erros em todos os processos da empresa e também para aplicação em todas as etapas operacionais, inclusive no contato com clientes cada vez mais diversificados e exigentes. A IA é muito útil, por exemplo, para a prática da chamada customização, que se tornou ainda mais sofisticada na economia digitalizada e que sofre grande efeito nas mídias sociais. 

Ganhos importantes na produtividade, identificação de oportunidades que antes não eram visíveis para os gestores, aumento da transparência que se tornou um valor inestimável diante dos compromissos derivados da agenda ESG que um número crescente de empresas passou a adotar – são vários os ganhos que uma empresa adquire ao tomar a decisão de acelerar a Inteligência Artificial em seu planejamento estratégico e no seu cotidiano. Sem falar no vasto repertório que abre em termos de inovação, uma exigência crescente na sociedade contemporânea. 

Mas é preciso cuidado ao seguir por esse caminho. Para o uso apropriado da Inteligência Artificial é preciso considerar uma série de elementos, como o armazenamento correto de dados, a dependência de poucos fornecedores em algumas situações e, básico, a preparação da equipe de colaboradores. São os seres humanos que vão operar e potencializar os recursos da IA e devem estar plenamente capacitados para isso. 

Desta forma a empresa que deseja transitar pelo maravilhoso novo mundo aberto pelos recursos da IA deve buscar os suportes certos. A definição por qual tecnologia utilizar, por quais ferramentas de software e hardware a empregar, com o devido suporte na sua implantação, fará toda a diferença para o êxito da empresa em implementar todas as incontáveis soluções que a Inteligência Artificial oferece para que prospere no provavelmente ainda instável mundo pós pandêmico.

*Vinicius Gallafrio, é CEO da MadeinWeb, empresa provedora de serviços TI e business consulting

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